Rubens Canfield começou a shapear nos anos 80. A primeira marca se chamou Ilha do Mel, depois virou Hatha. Em 1993 ele botou o próprio sobrenome na prancha — e ficou.
Um dos primeiros do Paraná
Rubens é um dos caras que abriram caminho para o surf no Paraná. Aprendeu shape sozinho, desmontando a própria prancha para ver o que tinha dentro. De lá para cá trocou o serrote pela fresadora, e continua terminando cada prancha na lixa.
Testadas por quem vive disso
A parceria com Peterson Rosa pôs o shape da casa à prova no nível mais alto. Foram três títulos brasileiros — 1994, 1999 e 2000 — e mais de dez anos no circuito mundial, uma das permanências mais longas de um brasileiro na elite.
O processo
Quatro salas, uma prancha
Shape
Outline, rocker e volume definidos com o surfista.
Fresagem
O blank é cortado com precisão milimétrica.
Glassing
Laminação e resina — estrutura e flex na medida.
Pintura
Arte, cor e acabamento final, à mão.
Arquivo
Do circuito brasileiro ao WCT
Depois veio Jihad Khodr, vizinho de Matinhos. Campeão brasileiro pelo SuperSurf em 2006, bicampeão em 2007, e temporadas disputadas no circuito mundial.
Linha do tempo
Quarenta anos, em ordem
Do primeiro rabisco às pranchas que ganharam o Brasil.
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1963
Canoinhas
Rubens Canfield nasce no planalto de Santa Catarina, longe do mar que viraria o ofício dele.
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1980
Dezessete anos, e uma prancha desmontada
Começa a surfar. A curiosidade pelo shape vem junto: para entender o que existe dentro de uma prancha, desmonta a própria.
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Anos 80
Ilha do Mel, a primeira marca
O surf paranaense estava em expansão e Rubens competia desde o começo. Sua primeira marca de pranchas leva o nome da ilha.
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Hatha
O projeto evolui e ganha outro nome antes de encontrar o definitivo.
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1993
O sobrenome na prancha
A marca passa a carregar o próprio sobrenome e se consolida como Canfield Surfboards.
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1994
Peterson Rosa, campeão brasileiro
Começa a parceria que dá notoriedade ao shape da casa. O primeiro título brasileiro de Peterson sobre pranchas Canfield.
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1999 · 2000
Bi e tricampeão
Peterson Rosa fecha o tricampeonato brasileiro e emenda mais de uma década no circuito mundial — uma das permanências mais longas de um brasileiro na elite.
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2001
Sétimo do mundo
Peterson termina o ano em 7º no ranking mundial da ASP, depois de um terceiro lugar em Sunset em que passa por Luke Egan e elimina Mick Fanning.
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2005
As últimas baterias no WCT
Peterson Rosa disputa suas últimas baterias na elite mundial, no Pipe Masters.
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2007
Bicampeão nacional
Jihad repete o título brasileiro e segue no circuito mundial.
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Hoje
Quatro salas, cinquenta pranchas por mês
A oficina em Matinhos entrega cerca de cinquenta pranchas por mês, com uma equipe de cinco: o shape com Rubens, dois na laminação e acabamento, um na pintura.
O mural
Páginas de revista, capas e fotos guardadas desde os anos 80.








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